quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sangue de Prata

O sangue que corre e que escorre em mim
Revitaliza mi'alma atormentada
Coagula em meu coração feito prata
Que é frio como escultura de marfim

Remôo meus sentimentos, assim
Esquento essa criatura tão sofrida
Derrete do peito a prata maldita
Desvendando os olhos antes do fim

Ajoelho e rezo, mas não sei pra quem
Deus, divino nunca foi a meu ver
Não existe fé para aqueles que sabem

Sinto arrepios, duvido do ser
A duvida que fere vai além
E hoje não sei como quero viver

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Cheiro da Alma

Sinto o cheiro do teu perfume brando
Fantasio no gosto da tua boca
me deito sentindo minha alma oca
Podre por ser sozinho quando

Lembro que te perdi por luxo e medo
Que quando deito vai meu corpo e peca
Ao meu desejo minha alma se cega
E ante a face alguém aponta o dedo

Ouço o que fala à mim minha consciência
Me aponta, me julga, depois condena
Por destruir tudo que foi deiscência

A mim não resta nada alem de pena
Nunca soube se iria amar de novo
E por sonhar, mia vida me condena